Eu, ela e nós

 

Eu pedi uma fogazza.

Ela quis um pastel.

Mas o tempura nós dividimos.

 

Ela calçou a melissa.

Eu coloquei o all star.

Os dois vestiram calça sequinha.

 

Botei Hurtmold para tocar.

Ela preferiu ouvir Revelação.

Acabamos indo no show da Maria Rita.

 

Escolhi para assistir o filme “Cachê”.

Ela queria ir ao cinema ver “Se Eu Fosse Você”.

Ficamos com o Woody Allen.

 

Assim eu sou.

Desse jeito ela é.

Entre nós, o amor.



Escrito por Natiê Amaral às 22h43
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filosofrendo do dia

 

Se quem é feliz no amor, é infeliz no jogo, e vice-versa. O que acontece com quem faz do amor um jogo?



Escrito por Natiê Amaral às 23h33
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Sandra

 

Terça

É Irineu o nome dele. Veio com uma conversinha fiada. Pensa que sou mulher de malandro. Pensa que vai meter em mim. Engano dele. Engano dele.

 

Quarta

Que ousadia a desse Irineu. Merecia um tapa na cara. Onde já se viu passar a mão na minha bunda. Ainda mais na frente de todo mundo do bar.

 

Quinta

Estranho. Hoje ele não apareceu. Falta dele não senti. Mas nunca é bom perder a presa de vista. Vou dormir amargurada.

 

Sexta

Batucada. Cachaça. Muito samba no pé. Como é lindo esse preto. Crioulo assim nunca vi. Me beijou. Não vou negar, fiquei com tesão. Mas resisti. Espera um pouco negão.

 

Sábado.

Encontro marcado. Uma cervejinha. Um espetinho de carne. Outro de frango. Veio cheio de elogios. Disse que se for preciso até casa comigo. Me acariciou inteira. Mas eu estava vacinada. Espera mais um pouco negão.

 

Domingo

Fiquei o dia todo em casa.

 

Segunda

Ele vai todo dia naquele bar. E eu também. Vou por causa dele. Fiz uma boa escolha. Está doido para me fuder. Mas é ele quem vai se foder.

 

Terça

Prometi para ele que de sábado não passa. Ele vai passar em casa para me pegar. O local, eu que escolho. Será em campo neutro. Desse jogo eu entendo.

 

Quarta

Ele conta os dias. Eu também. Ele está ansioso. Eu me mostro ansiosa. Estou no comando. Irineu tem mais é que contar as horas mesmo.

 

Quinta

Não fui ao bar.

 

Sexta

“É amanhã negão. Quero ver esse seu pau duro e grande me penetrar por trás também.” Se eu deixasse, ele me comeria ali no bar. Ele chegou onde eu queria. Agora só falta a parte mais fácil.

 

Sábado

Fui rápida dessa vez. A faca entrou logo abaixo do umbigo e subiu até o peito. Ele nem gozou. Eu sim.



Escrito por Natiê Amaral às 23h46
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Epilepsia

 

A transpiração envolve meu corpo.

Mas o sangue vermelho quente me prende.

Será que são os mesmos de outrora.

Ou será apenas o medo que a verdade traz.

 

Minha cabeça adormece em seu colo

Minhas mãos descansam em suas coxas.

Tua boca ainda tenta me disser algo.

Que meus ouvidos não sabem decifrar.

 

A fumaça não permite a imagem chegar até os meus olhos.

O latido do cão tira qualquer chance da voz se fazer presente.

Assim como a garganta seca me impede de gritar.

A vertigem vem e me derruba. Sobrevivo.

 

Agora sim, estou de mãos dadas com a minha mãe.

Enquanto choro a perda da razão.

Sozinho, no escuro, esperando a próxima sessão.

Sem hora para começar.

 

Branco é o tom.

Silêncio é a voz.

 

Tentei me livrar da condenação,

Mas passei por delírios e alucinações

E descobri minha vida e como sou...



Escrito por Natiê Beibe sweeT às 23h26
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Em Algum Lugar

bate lá fora

dançam aqui dentrro

 

eu ali fora

        e

eles aqui dentro

 

busco encontrar

de que lado está?

Em algum lugar...

será que eu vou me achar?



Escrito por Natiê Beibe sweeT às 21h10
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Esquece! ontem já passou.

Não me atropele. Vá com calma! Mas não pare. Por que está chorando? Já sei. Está sentindo minha falta. Eu não sou o culpado, se você só me culpa. Por favor, pare! Tá certo, desculpa....Vamos para a cama. Vamos fazer amor.



Escrito por Natiê Beibe sweeT às 00h05
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This Time

Impressões de um ser inanimado

Expressões de uma alma caída

 

No vento frio do interior

Em um varal esticado no quintal

Na casa arrumada

Nos olhos trites do gato

 

O dia se estende

As horas passam arrastadas

Onde estão os movimentos?

Deve estar dentro daquela caixa

Distante caixa

 

Nesses momentos, eu me escondo...

 

Uma Vontade de Espreguiçar

OH! PREGUIÇA



Escrito por Natiê Beibe sweeT às 01h20
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ñ sei se alguém visita esse blog, até pq até hj só fizeram um comentário, mas belz... se por acaso alguém entra aqui, desculpa se nos últimos tempos ñ estou postando nada, mas o tcc estava tomando todo meu tempo... no entanto, prometo q agora q terminei ele, vou voltar a postar direto aqui...



Escrito por Natiê Beibe sweeT às 21h22
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QuEbRa CaBeÇa


Sou só corpo

       E meu corpo está parado

                                    Eu quero voltar

                                                      Mas para onde?

                                                                       Qual é o caminho?

 

Percebo sua sombra do meu lado,

                               agora te vejo de frente.

                                                   Seu olhar é como bala

                                                                  E o gatilho já foi apertado

 


Perco-me em fins.

Enfim,

Infinito estou.



Escrito por Natiê Beibe sweeT às 00h37
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manhã cidade


Uma rua, dois corpos, três facadas.

Sol forte de verão, verão próprio dos trópicos.

Já era mais de meio dia e eles permaneciam lá.

Estendidos,

desde o dia anterior, bem vestidos.

Sujos,

sangue e barro,

num Vermelho Radioativo.

 

Aos poucos eles foram chegando,

como urubus à espreita da falta de movimento.

Primeiro chegou um homem de corpo pequeno e olhos grandes,

depois apareceram algumas crianças, crianças de balas perdidas,

teve ainda duas senhoras de passados,

olhando para aquela escultura urbana.

 

Demorou.

Tempo passou.

Espaço ficou.

 

Em um momento os nobres da ordem chegaram,

com suas forças maiores, levarão os corpos e deixarão as almas.

Vão partir deixando nada além...

 

Desaparecidos há três semanas, dois jovens.

 

Foram parar em telejornais.

Primeira página.

 

Preocupados, choravam os pais.

Choro amortecido.

 

Naquelas duas semanas o país parou,

                                                      (Stop!)

 

mas não rezou, e nem se perguntou o motivo.



Escrito por Natiê Beibe sweeT às 21h55
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A fábula do guarda-chuva

Foi um guarda imperial quem achou e entregou à imperatriz aquele guarda-chuva. Mas isso ela não sabe. Ela apenas segura. Mas para Hitano, o guarda, isso pouco importa. A felicidade no seu rosto não é visível, mas há. Ele sabe que o guarda-chuva trará sorte à imperatriz. Ele conhece e acredita na fábula.

A cena que lhe vem à memória é a de seu avô Akira contando a fábula. Ele tinha apenas oito anos. A fábula diz que um guarda-chuva, quando encontrado, se torna um objeto sagrado, que traz luz e sorte a quem o possui. Luz e sorte que acompanhará a imperatriz.

Mas algo no rosto de Hitano mudou. O baque é forte. A tristeza lhe toma a face. Hitano fica estático. Um raio acerta a imperatriz. A sorte não a acompanhou e a fábula assim se revelou.



Escrito por Natiê Beibe sweeT às 22h44
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Com aSaS

Escondido em sua tristeza,
o vagabundo esquece de abrir os olhos.

No sorriso da puta,
o tom de ganhar a vida.

O moleque sem rumo,
sobrevive, tem medo.

Enquanto o cachorro cego,
preso no porão,
balança o rabo
e chora um sonho marginal
.


Escrito por Natiê Beibe sweeT às 00h32
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Apenas mais um casal...

11:30. Motel do centro. Um calor muito forte. Era verão. Heloisa Santa Clara com uma facada no coração. Gabriel dos Santos com um tiro na cabeça. Suicídio, segundo a polícia. Ela, filha de burgueses, tinha 20 anos. Estudava administração. Gostava de desenho animado. Odiava os formado dos pés. Ele, de mãe judia e pai basco, aos 30 anos, ganhava a vida se prostituindo. Sua paixão era o cinema. Seu medo era morrer sozinho. Conheceram-se num banheiro. Ele imundo, fedendo urina. Ela chorando, perdida em si. Ela ofereceu amor. Ele quis sexo. Ela se apaixonou. Ele vomitou. Ela ficou. Ele cambaleou. Resolveram morar juntos. Nunca conversavam. Ele queria. Ela tinha medo. Na noite passada brigaram.

 

— Sua puta!

 

— Vai se fude.

 

— To indo.

 

— Por que faz isso?

 

— Cansei.

 

— Do que?

 

— De mim.

 

— Não me deixa.

 

— Mas como tu é uma puta mesmo.

 

Foram até o bar onde se conheceram. Pediram vinho. Não tomaram. Não se falaram. Só se olhavam.

 

— Você foi apenas um analgésico. Mas agora a dor está mais forte.

 

— ...

 

— Vai ficar quieta como sempre e chorar?

 

Ela ficou em silêncio. O silêncio já era dela. Ele??? Ele não queria ser o responsável por ela. Ele se levantou e foi... Ela se levantou e foi... Fizeram sexo a madrugada inteira. Antes do fim, ele ainda disse:

 

— Nosso amor é neo-realista como o cinema de Rosellini.

 

*Descontruindo a Narração II



Escrito por Natiê Beibe sweeT às 22h17
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Eu e você - Parte II

Seu

 

O teu medo é nojento,

merece a vida que tens...

 

Se quer fazer bem feito,

não faça, esqueça, desista...

 

Tua alegria é falsa,

o choro escondido é real...



Escrito por Natiê Beibe sweeT às 01h02
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Eu e você - Parte I

 

Meu

 

Falo alto,

mas baixo quando quero ser escutado...

 

Sou impróprio para o almoço.

No jantar ninguém me quer.

 

Gosto de uma boa mentira,

a verdade só quando machuca, fere.



Escrito por Natiê Beibe sweeT às 00h29
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O Brasil na tela...

Embora feriado, hoje não tive tempo para escrever nenhuma poesia ou conto para postar aqui. Culpa do TCC, que não me deixa em paz. E, como não queria colocar um texto antigo, resolvi dar uma dica cultural. Já adianto, se você não gosta de cinema nacional, nem continue a ler esse texto. Vá a algum multiplex ver o último grande blockbuster que entrou em cartaz...!!! Agora, se fosse é como eu e gosta de um bom filme, independente do local onde foi feito e das condições técnicas que o diretor dispõe, tenho uma ótima dica.

Começou terça-feira (06/09), no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, a "Mostra Nelson Pereira dos Santos, Uma Cinebiografia do Brasil". Serão exibidos 17 dos 19 filmes do diretor de "Rio, 40 Graus" (foto), cujo cinqüentenário é comemorado este mês. Além das exibições dos filmes, haverá uma exposição de cartazes dos filmes e fotos históricas.

Nelson é um dos principais diretores brasileiros. Em sua obra, sempre esteve presente uma preocupação em mostrar a identidade nacional. “Olhando tudo o que fiz até agora, há sempre essa preocupação em colocar na tela o comportamento do homem brasileiro na vida. Mas numa boa, para poder inclusive familiarizar esse comportamento com o brasileiro que está vendo o filme e que, muitas vezes, pensa que o comportamento deve ser imitado, não vivido’”, conta Nelson.

A programação dos filmes você pode conferir clicando aqui.

Diretores Brasileiros – Nelson Pereira dos Santos
CCBB São Paulo
De 6 a 18 de setembro
Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada)
Exposição e palestras: entrada franca
Rua Álvares Penteado 112. Centro
Tel.: (11) 3113-3651

* matéria sobre a mostra e o diretor.



Escrito por Natiê Beibe sweeT às 00h23
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Gangrena

Pode chorar,

eu deixo

não segure o último tiro,

pode ser fatal.

Sinta o frio.

 

Em um momento

você perceberá

que o chão onde pisas

não é tão seguro

não é só seu

 

Mas não evite o tombo

Perca o medo

Eu peço

Se a agulha te perfurar

Goze a dor

Não há maldade,

nem perdão,

só o tempo

para o amor.



Escrito por Natiê Beibe sweeT às 00h44
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Apenas mais um casal...

Eles não paravam de se olhar. Não se falavam. Mas, se olhavam. Permaneceram assim por uns 30 minutos. Foi ele quem trouxe palavras à mesa. Infelizmente, do lugar onde eu estava não deu para ouvir o que ele dizia. Vi que ela permaneceu calada. Mas agora seu olhar não era mais o mesmo. Seus olhos, agora, eram de uma tristeza felina. Pediram vinho. Mas não tocaram nas taças. A cena, que no começo parecia ser apenas mais uma, mostrou-se um tanto incomoda. Fiquei inquieto com a falta de ação daquele casal. O modo de se olharem.

Em mais uma tentativa, o rapaz dirigiu algumas palavras à moça. Mas, o silêncio voltou a se manifestar. O rapaz se levantou, foi até o balcão, falou algo com o barman e caminhou em direção a saída. Ela continuou sentada por mais uns dois minutos. Depois, levantou-se e foi embora. No caminho, entre a mesa e a porta, consegui ver uma única lágrima no seu olho direito.

Tenho a imagem gravada na memória. É a mesma imagem que aparece nos meus sonhos. No dia seguinte ao encontro no bar, voltei a vê-los. Agora no jornal. Os dois foram encontrados mortos. Suicídio, dizia a matéria. O motivo, não se sabe. Talvez, amor?

*Descontruindo a Narração I



Escrito por Natiê Beibe sweeT às 23h39
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Um, dois, três...valendo!!!

Depois de muito tempo pensando (analisando) nesta possibilidade de comunicação com o mundo – os blogs-, decidi que essa seria a melhor forma de mostrar alguns textos meus. Sempre gostei de escrever, mas por falta de meios para divulgar, eles iam parar em alguma gaveta.

Agora, usarei esse espaço para mostrar, mesmo que seja apenas para um ou dois amigos, alguns contos, algumas poesias, algumas matérias, ou mesmo alguma confissão, declaração, afirmação, etc...o que eu tiver vontade de postar...

E já que era para entrar nesse meio virtual, que seja de várias maneiras. Pois bem, também estou, agora, com um fotolog. E, em breve, terei mais uma novidade. Por enquanto, adianto que tem haver com umas das coisas que eu mais gosto de fazer. Não, não é nada relacionado a cinema. Aguardem!!!

Bom, é isso...

*Um pouco de preguiça, também, contou para o fato de eu não ter criado esse blog antes.


Escrito por Natiê Beibe sweeT às 11h56
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